20.07.2016
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Empreender

Snapchat: É Essa Coca-Cola Toda Para Seu Negócio?

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10 segundos. 10 fucking segundos. Eu fico tensa só de pensar que só tenho 10 segundos para falar, depois tenho que apertar aquele botãozinho de novo, seguir falando… Daí cata filtro de um lado, bota carinha de cachorro de outro, legenda nas fotos…

Já deu para perceber que eu não sou assim tão fã do Snapchat, né?

Óbvio que garanti já a conta do Snap com o nome do Menina, a conta no Instagram, no Periscope, o canal do Youtube… mas ainda sinto falta de fazer um planejamento mais estratégico sobre o que postar no Snapchat para fortalecer a minha marca.

Quem aqui usa o Snapchat para divulgar seu negócio? Tem obtido resultados? Pois eu fiquei com essa pergunta na cabeça e fui pesquisar sobre isso. Óbvio que nasceu um post desse comichão que eu tava sentindo. E senta que lá vem super-post!

Primeiro de tudo…

… Esse post não é sobre o Snapchat em geral. Ele é sobre como (e se) o Snapchat pode te ajudar a fazer seu negócio crescer. Combinado? Então toca a bola, segue o jogo.

Snapchat para Negócios: O Início

O Snap foi criado pelo trio Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown, na época em que eram estudantes da Stanford. Tinha o nome de Picaboo, foi lançado como um app do iOS em julho de 2011 e dois meses depois relançado com o nome de Snapchat (graças a Deus, porque Picaboo é um nome muito infantil e, na minha humilde opinião, não atrairia confiança de empresas para investirem na mídia).

A companhia começou com capital semente de 485.000 dólares. Em 2013, confirmou uma rodada de investimentos de cerda de 13 milhões de dólares (ok, a brincadeira começou a ficar séria…), o que começou a firmar ainda mais seu valor no mercado. Nosso amado Mark Zukerberg tentou comprar a empresa em Novembro de 2013, segundo rumores publicados pelo The Wall Street Journal, e tomou um “não” bonito. Depois foi a vez do Google namorar a empresa – seguido de outro ‘não’.

Finalmente, no dia 01 de abril desse ano (quem não achou que o Zuckerberg estava trollando todo mundo?!), o próprio CEO do Facebook anunciou que o negócio foi fechado por nada menos que 49 bilhões de dólares. Depois da compra, o Snapchat começou a divulgar que ofereceria espaços publicitários mais robustos e planejados e criou o Snapchat for Business: uma série de possibilidades publicitárias criativas usando a plataforma.

Snapchat para Negócios: Tipos de Publicidade

Quais são as formas publicitárias pagas disponíveis hoje dentro do Snapchat?

De forma bem resumida, para você não se cansar de ler:

  • Snap Ads – são histórias curtinhas que são exibidas entre snaps. Você pode até fazê-las com a ajuda de agências indicadas pelo próprio Snapchat. Se a pessoa que assiste levar a tela para cima, tem acesso ao site da sua empresa (sempre responsivo, para ficar amigável a toda plataforma mobile, ok?), a um artigo ou a um vídeo mais longo, sem precisar sair do Snap para isso.
  • Geofilters – filtros que podem ser utilizados se a pessoa estiver em um determinado local. Ou seja: você tem um restaurante? Pode desenvolver um filtro divertido e personalizado para as pessoas usarem nas suas fotos e vídeos, quando estiverem no seu espaço. Assim elas vão mostrar seu restaurante de forma criativa para outros Snapchatters.
  • Lentes Patrocinadas – que tal disponibilizar uma lente personalizada para seus clientes brincarem e fotografarem com ela? A rede de fast-food Taco Bell criou uma lente de Taco gigante engraçadíssima, bastava clicar na cabeça da pessoa que estava sendo filmada ou fotografada e posicionar o Taco ali.

Ok, como eu crio isso tudo para minha empresa? Você pode entrar em contato com o Snapchat e pedir indicação e orçamento para desenvolver esses Ads para você. Um Geofilter é mais barato que uma lente personalizada e já causa um super impacto se você tiver uma loja ou um local específico para divulgar seu negócio (uma feira, um parque com foodtrucks, até num ponto específico de um shopping ou praia, depende muito do seu negócio e da sua estratégia de marketing).

Snapchat para Negócios: Cases de Sucesso

O Snap traz para seu site alguns casos de sucesso. Já citei um deles aqui em cima: a lente personalizada criada pelo Taco Bell.

Um outro case de sucesso foi o da lente criada pela Gatorade, para comemorar o Super Bowl. A marca já investe em propaganda durante o Super Bowl, para associar cada vez mais sua imagem a esse campeonato tão esperado nos Estados Unidos (e no mundo todo, para quem curte esportes). Daí decidiram expandir essa associação ao Snap, criando uma lente personalizada e incentivando os Snapchatters a compartilharem essa lente com seus amigos e tirar fotografias, fazer vídeo com elas. É uma das lentes personalizadas mais famosas do Snap e chegou a ser visualizada por mais de 165 milhões de pessoas. A Gatorade afirma que essa iniciativa foi um sucesso e gerou um buzz até em outras mídias sociais da companhia.

Irado, né?

Um outro case de sucesso foi o Spotify. Para celebrar a campanha “Year in Music” (um ano em música), o Spotify criou uma série de Snap Ads, convidando os Snapchatters a interagirem com o app Spotify. De acordo com a marca, os Snap Ads foram visualizados por 26 milhões de pessoas e gerou um aumento de 30% de intenção de assinaturas do app, o dobro do aumento que uma campanha em outras mídias sociais geraria.

Mas o que isso tem a ver com você e sua pequena empresa?

Snapchat para Negócios: Pequenas Empresas?

O que me preocupa nesses cases de sucesso? São grandes companhias, que podiam fazer maiores investimentos nas suas propagandas. Mas e você, que não tem um budget de milhares de dólares, como pode usar o Snapchat a favor da sua empresa?

Bom, se você trabalha com B2B, ou seja, se vende para empresas e não para pessoas físicas, o Snapchat pode não ser a melhor plataforma para investir tempo e conteúdo. Porém, se você trabalha com marketing B2C (business to customers, vendas para pessoas como eu e você), o Snap pode fortalecer o relacionamento que você tem com suas clientes.

Simples: você tem o poder da personificação da marca nas suas mãos. Quando você mostra o criador da marca, a pessoa por trás da empresa, os sonhos e o universo que levaram você a criar seu negócio, você se conecta muito mais com sua cliente, porque é um ser humano que está falando com ela, não é um logotipo ambulante.

Repete comigo: nós procuramos conexão. Eu procuro. Você procura. Todos nós estamos à procura disso, em qualquer coisa que fazemos. Conexão com nós mesmas, conexão com outras pessoas, conexão com algo maior.

Se você vai atrás de dar isso de forma honesta, verdadeira e intensa para suas clientes, você vai conseguir potencializar seu negócio como nunca conseguiu antes.

O que o Snapchat te proporciona, muito mais do que o Instagram, é fazer com que a sua cliente se sinta parte da sua vida. Parte dos bastidores da sua empresa. Parte do universo do produto ou serviço que ela está namorando.

O que é poderoso em investir no Snapchat agora é justamente fazer isso enquanto outras empresas ainda não ‘descobriram’ o Snap. Ainda há pesados investimentos no Facebook e no Instagram, mas começar a sedimentar a imagem da sua marca em mídias ainda pouco exploradas é antecipar sua visiblidade nela: quando o boom do Snapchat para empresas começar, você estará em uma posição de destaque.

Duas pessoas que fazem isso de forma muito inteligente, na minha opinião, são o Erico Rocha e o Flavio Augusto. São caras que apostam há muito tempo em produzir conteúdo em plataformas pouco exploradas no Brasil antes de todo mundo começar a prestar atenção nelas: é o caso, por exemplo, do podcast, que só agora começa a pegar mesmo no Brasil.

O que você pode mostrar no seu Snapchat? Bem, temos algumas sugestões para você, com base em algumas pesquisas feitas pela empresa Kissmetrics:

  • Divulgue o lançamento de um novo produto;
  • Divulgue webinários;
  • Faça uma promoção ou sorteio para engajar pessoas em torno da sua marca;
  • Crie cupons de desconto exclusivos para quem te seguir no Snapchat;
  • Faça vídeos e fotos dos bastidores da sua empresa: registre seu processo criativo, seu board de inspirações, a execuçåo do produto ou serviço, reuniões da sua equipe, shootings de produtos ou novas campanhas…
  • Crie mini-conteúdos exclusivos para o Snap: que tal uma série de dicas para a plataforma?
  • Faça vídeos da sua vida pessoal para conectar ainda mais seu cliente com você e sua imagem – de quebra, ele se conecta com a sua marca.

Snapchat para Negócios: Como Se Organizar

Não adianta dizer que o Snap não está funcionando para você se o único anúncio do seu perfil foi no grupo de WhatsApp da sua família, ok?  Para verificar mesmo se o Snapchat pode te trazer resultados financeiros e não-financeiros, o ideal é se planejar, desenhar uma estratégia de marketing voltada especificamente para essa plataforma e apostar nela com frequência e de forma constante.

É importante planejar o conteúdo que você publica no Snap – se você o usa como instrumento de marketing da sua empresa, então ele é igualzinho ao Facebook e ao Instagram: você precisa ter cuidado com o que publica nele, simples assim.

A publicação sempre será com conteúdo que você curta postar e, ao mesmo tempo, seja interessante para suas clientes em potencial. O que elas curtem ver no Snapchat? Você pode pesquisar os Snapchatters que elas mais curtem, para observar qual é o conteúdo que pode produzir para chamar a atenção do seu mercado.

Também é interessante verificar seus posts mais acessados e compartilhados, no seu blog e nas suas diversas mídias sociais. Há algo neles que você pode reproduzir no Snapchat? Lembre-se de que o Snap permite que você baixe fotos feitas fora do app para dentro dele. Além disso, seus posts mais famosos podem te dar ideias de quais conteúdos que você já produziu mais encantam as suas clientes.

Após o brainstorming para listar os conteúdos bacanas para essa plataforma, é hora de distribui-los no tempo: programe os melhores horários para postar no Snap e quais serão os conteúdos produzidos nesses horários. Verifique qual é o horário de mais acesso nas suas outras mídias – a tendência é que sua cliente acesse não só o Instagram às 7hs da manhã, mas verifique também todas as suas outras mídias. Por isso, vale a pena acompanhar os melhores horários de visualização e compartilhamento da sua página do Facebook e da sua conta do IG para fixar os horários do Snapchat.

Depois de publicar, não deixe de divulgar! Vá até suas outras redes/mídias e diga que acabou de fazer um Snap mostrando um novo produto, por exemplo. Grave um vídeo para o Youtube e fale ao fim do vídeo que tem Snap novo todos os dias. Escreva um email para a sua newsletter e coloque lá a série de Snaps que você está produzindo sobre um determinado conteúdo.

Há pessoas que também gravam nos seus smartphones os vídeos que fazem no Snapchat e depois disponibilizam esses vídeos em outras plataformas. Eu não sou muito a favor de replicar o conteúdo de uma rede em outras, porque eu acho que isso pode cansar sua cliente (que vai ver o mesmo conteúdo em 5000 lugares diferentes) e desestimula o cadastro nos seus vários canais de comunicação. Ora, porque a pessoa te adicionaria no Snapchat se pode ver o conteúdo dele na sua página do Facebook, por exemplo?

Por fim, é importante sempre deixar seu Snapcode à disposição, de alguma forma. Você pode fazer um post com seu SnapCode dinâmico (o vídeo que você pode fazer com ele) e patrocinar esse post no Facebook, para que ele sempre apareça para pessoas que já curtiram sua página. Ou ainda colocar esse gif do Snapcode na sua barra lateral do blog. Coloque sempre o seu nome no Snapchat junto com suas outras mídias/redes sociais nos textos dos seus vídeos no Youtube, assim você cruza audiências e só tem a ganhar mais e mais engajamento. :)

Olha o infográfico abaixo que preparamos especialmente para você, com o resumo dessas etapas (fique à vontade para colocá-lo no Pinterest ou no seu blog, com os devidos créditos, ok?):
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E aí, curtiram? :)

Bom, quero falar por último sobre como eu tenho enxergado o Snapchat para a nossa empresa.

Snapchat para Negócios: O Veredicto AMF

Eu adoro descobrir novas formas de me comunicar com minhas leitoras e clientes, mas eu gosto de concentrar meu foco e conteúdo em uma mídia/plataforma por vez. A página do Facebook da AMF, por exemplo, conta hoje com mais de 32 mil curtidoras e um alcance semanal de 150 a 200 mil pessoas. Isso é resultado de muito planejamento e de carinho com a plataforma.

Como tudo dá trabalho e nós ainda não montamos equipe para atuar em muita escala, não quero dissipar minhas energias atirando para todos os lados. Por isso quis escrever esse post falando sobre a importância do Snapchat, mas também decidi terminá-lo com a nossa experiência e esse alerta. O AMF tem Snapchat (só procurar por ameninadafoto!), porque quis garantir as contas com o nome da marca, mas não publicamos lá com frequência… por enquanto, porque temos tudo isso planejado para o segundo semestre.

Se ter um Snapchat não for a sua praia, não se preocupe! Encontre uma mídia/rede social que seja mais a sua cara e a cara da sua empresa e invista tempo e dedicação nela. Com certeza, seus esforços serão recompensados e você criará uma audiência fiel. Depois, quando você tiver uma plataforma já consolidada, invista em outra: um passo de cada vez. Combinado?

12.07.2016
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Lifestyle

Guardei-me Numa Caixa de Sapatos

Por Franciele Correa, colaboradora de lifestyle
É assim que acontece: colocamos nosso coração em uma caixa de sapato, pensamos sobre tudo o que estamos deixando guardado, empurramos a caixa pra debaixo da cama.
Fica lá, intocável.
Eventualmente você a chuta na hora de deitar, trazendo à tona todo sentimento até o momento em que se pega no sono.
É interessante essa coisa de guardar. Porque normalmente gostaríamos de mostrar. Não sei se foi o tempo que passou, mas as coisas mudaram. Pessoas carregam bagagens pesadas que não são capazes de dividir pra aliviar a carga.
Pessoas não são dispostas a tentar. Pessoas esperam eternamente por algo que já partiu.
No fim disso tudo temos a pessoa da bagagem pesada, que com o tempo se torna a pessoa que se fecha por medo ou indisposição e temos também a pessoa da caixa de sapato.
12.07.2016
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Empreender

Eu, Empreendedora: Ju Dominguez

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A Ju já escreveu sobre a sua relação com Yoga nesse post aqui. Como eu amo todo o astral dessa menina e a energia empreendedora que ela tem (acho incrível a capacidade dela de fazer parcerias com empresas de peso, tudo de forma muito profissional e ao mesmo tempo leve, com a marca autoral dela), resolvi convidar a dona do selo/marca Yoga Joy para responder algumas perguntas sobre empreendedorismo na Yoga aqui no A Menina da Foto!

Como você começou a se interessar por yoga? Já praticava esportes antes ou era sedentária? 
Minha mãe me matriculou no balé quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, e desde então eu nunca parei quieta. Tenho 33, e acho que se somar o tempo que fiquei parada, não dá 3 anos inteiros. Comecei na dança, emendei no circo, teve um monte de coisa em paralelo, e adoraria dizer que fui pra yoga por algum motivo nobre, mas a verdade é que eu não lembro, rs. Me conhecendo, arrisco dizer que foi pra tentar algo diferente, pra buscar um desafio novo, sabe? Mal sabia que ia encontrar desafios muito mais legais e importantes que só os físicos.
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E como veio o interesse por dar aulas? Como isso cresceu e virou sua vida profissional?
Por formação, eu sou designer e trabalhei a vida toda como diretora de arte em agência. A primeira vez que mudei de carreira foi por escolha: optei virar redatora. Quando já era editora de conteúdo, a redação onde trabalhava demitiu quase todo o pessoal. Além disso, quando me separei do meu então marido, precisava ter mais controle sobre meus horários pra levar e buscar meu filho na escola, pra estar disponível pra ele. Eu já praticava yoga havia anos e estava em um curso de formação pra me aprofundar. Foi uma situação muito específica. Eu notei que não dava pra trabalhar numa empresa formal naquela época. O que eu precisava me inventar como autônoma. Lembro que até procurei outros empregos formais enquanto tinha poucas aulas, mas não dá pra seguir bem por dois caminhos. Pode não parecer, mas ser professor e autônomo dá um trabalhão! Ser professora deu certo porque tinha que dar. Era a única opção viável que eu tinha, então eu fiz funcionar. Não dar certo simplesmente não era opção.
Maternidade x carreira: você tem o gato do Eric, coisa maaaais linda! Como conciliou maternidade e carreira no início da profissão e como concilia hoje? Que dica que pode dar para outras mães empreendedoras?
Minha profissão de hoje só se moldou dessa forma porque tenho um filho. Eu amo o que eu faço, de verdade, mas se não fosse por ele, talvez estivesse ainda no design ou na edição de conteúdo (que também adorava). Ou seja: dá pra conciliar lindamente porque os dois – carreira e Eric – nasceram juntos. Ele foi pra creche desde muito novinho, com menos de 4 meses. Na época fiquei chorando na porta da escola, mas hoje vejo como isso fez bem a ele. É um menino independente, extremamente carinhoso, que sabe dividir (inclusive o tempo) e que fica muito bem sozinho quando é preciso. A dica, resumindo, é: não se culpem por terem que trabalhar. É muito saudável ter espaço entre a gente e nosso filho. Nem grudado, nem largado: o equilíbrio é ótimo.
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Você tem participação ativa e super bacana em vários sites voltados para bem-estar, tem uma página ótima no Facebook e agora tá lançando um canal do YouTube divertidíssimo!!! De que forma acha que isso valoriza sua imagem e a marca da YogaJoy? E qual sua forma preferida de se comunicar com praticantes e curiosos, dentre essas que falei?
Esse é o trabalhão todo que falei. Quando comecei, notei que meus colegas mais experientes criavam marcas com seu nome, tipo “João da Silva Yoga”. Queria uma marca minha, mas não achei que fazia sentido usar meu nome se ninguém sabia quem eu era. Foi com anos de observação (e com a experiência que tinha como designer) que comecei a desenvolver uma marca com sua própria identidade. Pra escolher o nome, observei quem era meu público e, principalmente, quem eu era. E Joy, que quer dizer alegria, pareceu o conceito perfeito. Muita ralação pra fazer marca, site, fanpage, canal, gerar conteúdo em vez de só compartilhar – isso é muito importante. Ser conteúdo inédito, ser referência para que outros compartilhem. Vejo hoje que dar aulas de fato não ocupa nem 50% do meu tempo. Estudar e cuidar da marca me ocupa bastante. O selo YogaJoy foi a melhor sacada, porque representa exatamente a vibe do meu trabalho. A fanpage está indo bem, e dá bastante retorno de público, e tenho me divertido horrores com o canal do Youtube. Pretendo levar esse canal longe. O desafio agora é direcionar todos esses públicos pro site. Aos poucos e com muito trabalho está tudo acontecendo. Não dá pra parar de trabalhar, de inventar moda. A cabeça fica maquinando coisas 24/7!
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Que outro tipo de conselho você poderia dar para quem quer se profissionalizar em dar aulas de yoga ou qualquer outra pratica específica de exercício, para se destacar no mercado? 
Primeiro estude muito (e sempre) o que você quer ensinar. Se você quer ser professor de yoga, comece praticando yoga, muito, sempre. Pratique yoga na aula, no tapetinho, e também fora do estúdio, lendo, estudando, pesquisando. A gente pratica yoga o tempo todo sem perceber. Existe um mito do “vou largar tudo pra dar aula de yoga”. Primeiro talvez você rale ainda mais. E segundo que não existe isso de “largar tudo” (essa dica é de ouro!). Conhecimento não se abandona. Use o que você sabe pra fazer o melhor que puder com seu negócio. Eu uso design e redação o tempo todo como professora se yoga. Observe seu público, observe seus colegas e, principalmente, se observe (isso é yoga purinho). Quem é você? Seja autêntico, sempre, venda verdade sempre. Converse com as pessoas, entenda seu público, faça contatos. Não pare de inventar moda nunca. Esteja preparado pra fazer muita coisa chata também, como em todo trabalho, mas divirta-se com tudo, até com as chatices. :)

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Foto: Amanda Costa para A Menina da Foto
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